Olá olá, como vão queridos leitores?
Já me encontro fora da China! EE! Mas vamos voltar no tempo um pouquinho e continuar o relato pequinês.
No quinto dia foi o dia Nacional da China, ou seja, loucura total, principalmente em Beijing. Mesmo assim, resolvemos passear pelo Summer Palace (como se já não bastasse o imperador ter uma cidade proibida no meio da cidade, ainda tinha um palácio de verão! Muito mimadinho, não? Hahahah..)

O lugar estava lotado cheio de chineses. Acho que de todos os lugares em que eu já estive, foi o lugar com mais chineses por metro quadrado
. Vocês conseguem encontrar o Michael na foto?

Mas ainda sim, valeu a pena o passeio. Que pessoa não se sentiria inspirada passando o verão em um lugar como este?

Não vou dizer que a chinesada não respeita a sinalização e sobe em qualquer lugar, pois eu também resolvi subir para ver o que tinha do outro lado: nada de mais, só mais um palácio.

Depois de muito caminhar entre os chineses, encontramos um cantinho sossegado, com vários banquinhos e senhoras de mais idade cantando agradavelmente.
A noite comemos pato pequinês, e fomos ao bar com um amigo espanhol, que era meu ex-colega de apartamento de Beijing. Mas não tenho mais fotos do dia, aliás, de mais nenhum outro, pois no dia seguinte, e último dia em Beijing, resolvemos relaxar e passar a tarde em um Starbucks, já que o Michael precisava trabalhar um pouco nos seus projetos freelance.
Ontem, depois de 6 meses, finalmente terminamos a nossa aventura chinesa. Posso dizer que saímos na hora certa, pois já estávamos ficando estressados com a “atitude chinesa”.
Por exemplo, na primeira noite no hotel de Beijing, eu perguntei à moça da recepção se ela poderia chamar um táxi para o sábado de manhã, o dia que iríamos para a Muralha. Ela disse que sim, me deu um papel para anotar o dia e o horário, e beleza. Na noite seguinte, eu fui até a MESMA e perguntei do táxi. Ela agiu como se nunca tivesse falado comigo antes e me deu um outro pedaço de papel para anotar o horário do táxi, e disse que na manhã seguinte, quando ele chegasse, ligaria no quarto avisando. Eu e o Michael achamos aquilo mega bizarro, pois ela não deve falar com muitas bananas acompanhadas de estrangeiros altos, barbudos, cabeludos e branquelos, para completamente esquecer deles no dia seguinte. Mas tudo bem, ainda bem que avisamos de novo, e fomos para o quarto dormir. Na manhã seguinte, às 6h30, eu e o Michael já estávamos arrumados e descemos até a recepção para esperar. Perguntei do táxi para o outro chinês que estava trabalhando na recepção. Ele disse que não tinha conseguido pedir e sugeriu que fossemos até a avenida principal para procurar algum.
Tudo bem que o meu mandarin não é grande coisa e a gente conseguiu pegar um táxi na avenida principal esperando um pouquinho, mas eles não podiam simplesmente dizer que não podiam chamar um táxi, ou nos ligar antes das 6h30 da manhã, avisando que não deu para chamar um? E se a gente tivesse ficado no quarto, esperando a tal da ligação?
Não foi o único episódio de mal entendido que tivemos por aqui, e eu não acho que isso seja consequência do meu mandarin ruim, acredito que tudo isso seja falta de “gingado”. É engraçado dizer isso, mas eu sinto falta do famoso jeitinho brasileiro, o pensamento rápido e a arte do improviso.
É claro que os chineses são muito mais que isso. Conhecemos algumas pessoas tão amáveis que nos faziam esquecer completamente desses pequenos causos. E morar na China foi exatamente isso, uma montanha-russa de emoções, que recomendo para qualquer pessoa que queira se aventurar em uma experiência loucamente incrível.
E para quem estava curioso, nesta madrugada chegamos em:

SIEM REAP – CAMBODIA!
Aguardem pelas próximas aventuras!
Os dias alcoólicos de Anitão continuam! Uhul!