Viagem ao Peru com a família – parte 3

Olá olá, como vão saudosos joaníticos?
Eu, ainda que a passo de tartaruga, estou viva, viu? Heheh.. Mas vamos cortar a lenga-lenga e partir para o nosso último episódio da série que acabou ficando bem longo.

Parte 3 : Um longo, longo, dia.

Depois de muito estress e horas na maldita van, finalmente chegamos em Lima, quase a 00h do horário local.

22/02 – Acordei as 8h para o city tour, tomei o café, e fiquei esperando pela guia no lobby com a família. Quando ela chegou, reparou que estavamos usando chinelos havaianas, e nos aconselhou a calçar sapatos fechados, pois iriamos caminhar em lugares com terra/areia durante o passeio arqueológico. Ok, eu e a Princesinha trocamos nossos chinelos por tênis, e então encontramos a Velha no elevador com um sapato de saltinho – “É o único sapato fechado que tenho!” – Disse a Velha. De salto mesmo, descemos até o lobby e mais uma vez, de volta à nossa van. Próxima parada: Pachacamac.

Frase da Velha: “Que tonteria.. viemos aqui só pra ver tijolo?? Lá em casa também tem e muito mais bonito! Esses ainda estão todos quebrados!”

Pachacamac é um lugar muito curioso, vale muito a pena uma visita para quem estiver por Lima. E o mais engraçado é que logo ao lado está a favela, que foi “invadindo” o sítio arqueológico.

Depois de “ver os tijolos velhos”, fomos conhecer a catedral de São Francisco Solano e as catacumbas que ficam debaixo da catedral. Aqui a Velha não se manifestou e comportou-se direitinho, “graças a Deus!” Heheh..

Já era meio-dia quando terminamos esse pedaço do tour e meu pai já estava meio cansado da guia, então dispensou o tour pela parte moderna da cidade, e como já estavamos no centro, resolvemos ir andando até o “bairro chinês”.

Quem ainda não percebeu, eu tenho raízes chinesas (apesar da fabricação paraguaia), e meu pai, o verdadeiro chinês, estava louco para conhecer o bairro e comer um Dim Sum, que segundo ele, no Peru tem a melhor comida chinesa fora da China. Seus olhos brilharam de felicidade quando encontramos o restaurante que ele tanto queria conhecer. Era como se ele se sentisse em casa, e depois de todos os estress que tivemos, eu fiquei feliz por finalmente ver ele sorrindo. Nem o Gordo reclamando que não gostava de comida chinesa, ou a Velha reclamando que não aguentava mais andar nos seus saltos conseguiram tirar o sorriso do meu pai. No entanto, o meu sorriso eles conseguiram tirar. Eu já estava tão p. da vida com os dois que entrei no meu “modo zumbi”.

Depois do almoço, a Velha não queria mais caminhar pela cidade, obviamente, e o Gordo queria ir ao shopping comprar roupas. Então fomos conhecer a parte “moderna” da cidade, o shopping Jockey Plaza. E é claro que mais discussões começaram.

Agora, a pérola do dia (sim, este dia não acaba) foi na hora do jantar, no chiquérrimo Rosa Náutica. O serviço era bem demorado, então começamos a beber nossos Pisco Sour, e em pouco tempo depois, a Velha começou a apresentar leves sinais de embriaguez, assim como meu pai. E depois de tomar o meu e o dela, a Velha chamou o garçom e disse:
– Mais uma caipirinha!
– Pisco Sour! – corrigimos em coro, eu e meu pai.

Minutos depois, o garçom apareceu com uma caipirinha e um pisco sour. Eu e meu pai reviramos os olhos pelo mal entendido e a Velha: “Ué, eles chamam isso de caipirinha?”. Aí eu tentei explicar o que era uma caipirinha, pois na cabeça não matemática dela uma caipirinha = pisco sour = cachaça = drink alcólico, mas meu pai só me olhou dando risada e disse para eu desistir.

O prato principal ainda não havia chegado, e meu pai já estava com uma cara de “foda-se”, vermelho como um pimentão. A Velha não parava de rir sabe-se lá do quê. Eu olhei para o Gordo, olhei para a Princesinha, e começamos a rir, como quem finalmente cai na real e percebe que está preso em uma trágica-comédia, e não restasse melhor remédio que não rir da própria desgraça. De repente, tudo ficou suportável e engraçado, quer dizer, até o dia seguinte.

23/02 – No nosso último dia em Lima não fizemos muita coisa. Voltamos ao centro histórico, compramos vários presentinhos, brigamos mais um pouquinho, e almoçamos no bairro chinês outra vez. Pela tarde ficamos descansando no hotel. Eu deitei em minha cama, fiquei assistindo TV, me enrolei na coberta e cochilei. Mais tarde a Velha apareceu chamando pra jantar e eu disse que não queria ir. Meu pai veio até o meu quarto, colocou a mão na minha testa e disse que eu estava com febre. Mais um tempo depois, tive revertérios intestinais para terminar a saga em grande estilo.

24/02 – Finalmente voltamos para Foz e quase todos os problemas se acabaram, inclusive meus “problemas internos”. Yulpi!!

Assim terminou a minha jornada com a família por Peru, ui. Eu fiquei feliz por conhecer 1% do país, e ver 1/3 das Linhas de Nazca, que são realmente impressionantes. Mas volto a repetir, se você está a procura de uma viagem em família, mas ela é meio chatinha como  a minha, ou tem “crianças pequenas” (meus irmãos já nem são mais tão crianças assim..), esse não é o roteiro para você. Mas apesar de tudo, gostaria de poder voltar ao Peru algum dia, mas sem a Velha e o Gordo, né! Heheh.. Quem sabe um dia eu faça um mochilão sozinha pra lá e pegue o famoso “trem da morte”.. Quem sabe..

Anitão vai pintar as unhas e assistir um episódio de GG agora.. “chôchô”!

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2 comentários em “Viagem ao Peru com a família – parte 3

  1. Ohhhh! Que peninha que acabou… Boa demais sua aventura. Amei os textos e dei muitas risadas… rsrsrs A Velha de salto e o Gordo querendo comprar roupas foi o melhor desse episodio. Rindo e lacrimejando ate agora hahahaha

    Bjaoooooooooooooooooo

  2. Muito legal! Me emocionei bastante com a sua saga pelo Peru, pois ela relembrou a minhas andanças por lá tbm! Olha, vai por mim, “problemas internos” são comuns qndose vai ao Peru… mesmo sendo considerada a melhor culinária do mundo atualmente, é meio difícil se livrar do “revertérios intestinais”, a nao ser que vc coma comedidamente, como eu fiz, pois estava grávida, e mesmo morrendo de fome, morria d medo d passar mal e bebia coca-cola o tempo todo! Aliás, nem gostava de coca-cola antes d ir ao Peru, mas lá, pelo menos pra mim, era mais necessario do q água (que por sinal, tem o gosto horrível!): depois disso, só me restou o vício em coca-cola, sonhar com “ceviches” e com a “comida china” e as lindas lembranças de tudo que vi e vivi por lá!!! Ah! Amo o joanitas!!! Bjão!

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